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NOTÍCIAS

24 JULHO 2015

Inovia vai entrar nos grandes electrodomésticos

A Inovia já está a construir computadores e televisores da última geração e prepara-se, ainda no segundo semestre deste ano, para entrar num novo segmento, o dos grandes electrodomésticos.

A primeira fábrica de electrodomésticos angolanos, marca passos seguros para a sua afirmação. Em Novembro próximo a empresa completa dois anos e os seus gestores estão optimistas quanto ao futuro. A fábrica, que se localiza na ZEE/Luanda/ Bengo, é resultado de um investimento de Kz 5 mil milhões. Tem uma capacidade de produção de 100.000 unidades. Em entrevista exclusiva a OPAÍS, em que faz um balanço da empresa e da competividade dos produtos Inovia face aos importados, Assemá Salim, directora Comercial e de Marketing da Inovia dá-nos um retrato de como está hoje à empresa. A responsável refere que as vendas vão bem. ‘A evolução das vendas tem sido muito positiva. Em 2014, a Inovia produziu e comercializou mais de 30 mil equipamentos – aparelhos de ar condicionado, televisores e computadores portáteis’, diz. E quanto à competividade dos produtos adianta: ‘Os produtos Inovia estão a ser muito bem recebidos no mercado’.

Como é que está à competitividade dos produtos Inovia face aos produtos importados?

Os produtos Inovia estão a ser muito bem recebidos no mercado. Os equipamentos da marca apresentam uma excelente relação qualidade – preço, bem como um factor de diferenciação exclusivo, que é a nossa sólida aposta na valorização do que é feito em Angola. Esta é a primeira empresa de electrónica de consumo, a produzir equipamentos tecnológicos feitos em Angola, por angolanos e para angolanos. A Inovia define como missão produzir e comercializar electrodomésticos, bem como produtos de electrónica de consumo, com qualidade, a preços acessíveis e que sejam motivo de orgulho para toda a sociedade angolana.

A indústria de novas tecnologias ainda não tem histórico de actividade em Angola, por isso, o início de operação da Inovia implicou um grande trabalho de fundo, para a preparação de todo o tipo de recursos, para actuar numa área tão competitiva e complexa como é o sector tecnológico.

Se olharmos para a geografia global, são poucos os países que se podem orgulhar de ter a sua própria marca de computadores ou televisores. Angola pode agora incluir-se neste restrito grupo de países, que produzem os seus próprios produtos tecnológicos de última geração. Penso que este é um motivo de orgulho, que partilhamos com todos os angolanos.

Ao fim de quase dois anos como estão as vendas?

A evolução das vendas tem sido muito positiva. Em 2014, a Inovia produziu e comercializou mais de 30 mil equipamentos – aparelhos de ar condicionado, televisores e computadores portáteis. Estes são indicadores bastante impressionantes para o primeiro ano de operação de uma empresa de tecnologia de ponta, em Angola.

No início da actividade a empresa disponibilizava 14 referências de equipamentos. Actualmente, a gama de produtos atinge já 26 referências em produção, o que traduz um crescimento significativo em termos de referências da marca.

Este alargamento da gama de equipamentos produzidos pela Inovia foi também acompanhado por uma significativa evolução tecnológica dos produtos, sobretudo nos segmentos de televisores e portáteis. No início da operação da Inovia os equipamentos assemblados detinham características tecnológicas menos desafiantes e, actualmente, a empresa está já a produzir computadores e televisores de última tecnologia como, por exemplo, televisores inteligentes de última geração (LED Smart TV) com um nível de complexidade tecnológica muito superior aos modelos inicialmente produzidos.

E relativamente a resultados?

Tendo em conta o recente histórico de operação da empresa ainda é demasiado prematuro avançar com um balanço de resultados mas os planos de negócio da Inovia integram já um aumento do investimento na operação, nomeadamente no alargamento da unidade produtiva, para acomodar mais linhas de montagem para novos segmentos de produtos, que a empresa se prepara para começar a produzir e comercializar no mercado angolano.

Vai então haver novos lançamentos?

A empresa está, neste momento, em plena fase de expansão da sua actividade, e prepara-se para entrar num novo segmento de produtos – grandes electrodomésticos – que integrará frigoríficos, máquinas de lavar roupa e arcas frigoríficas, ainda no segundo semestre deste ano.

Entre as TVs e os computadores quais destes produtos tem mais saída?

Neste momento registamos maior número de vendas de televisores.

Porquê?

Os televisores, apesar de não serem um elemento essencial, são ainda os equipamentos mais desejados. Depois de terem equipado a cozinha, os consumidores optam por adquirir uma televisão, que é uma forma de entretenimento muito apreciada e de fácil utilização. Após adquirir a sua primeira televisão, o consumidor muitas vezes prefere investir, mais tarde, numa televisão de dimensão maior, aproveitando a primeira televisão para colocar no quarto ou cozinha. Os computadores já exigem um grau mais elevado de conhecimento do equipamento e são adquiridos para um objectivo diferente.

Como está a captação de talentos angolanos?

A formação de quadros é um factor crítico de sucesso para a Inovia. A estratégia de recursos humanos adoptada pela Inovia é desafiante, inovadora e ambiciosa, em linha com os níveis de complexidade exigidos a uma empresa do sector tecnológico. Ao longo de um ano formámos e requalificámos quase 200 colaboradores angolanos, para lhes proporcionar as competências profissionais necessárias para a assemblagem de computadores, televisores e aparelhos de ar condicionado.

Assumimos, desde o primeiro momento, um compromisso com a captação dos melhores talentos e investimos numa sólida estratégia de formação e capacitação dos nossos recursos humanos, com base num programa de requalificação profissional constante, para assegurar a eficácia e as melhores competências aos colaboradores.

Em Novembro a Inovia faz dois anos de existência. Qual o significado?

A Inovia é um projecto empresarial pioneiro, exclusivo e muito ambicioso, que aposta no sector tecnológico como pólo de desenvolvimento económico e social do país.

Em Novembro de 2015 contaremos dois anos de actividade no mercado. Por um lado, e em termos do ciclo de vida de uma empresa, dois anos é um período temporal relativamente curto, mas para a Inovia este marco representará todo o esforço efectuado para a criação de uma verdadeira indústria tecnológica em Angola.

Para além do início da nossa actividade de produção industrial, criámos também toda a cadeia de logística e distribuição dos nossos produtos. Começámos pela Província de Luanda e actualmente os produtos Inovia já estão disponíveis também na Província de Benguela. Estamos a implementar os planos de expansão da empresa, que prevêem aumentar a cobertura geográfica da oferta da marca, através das parcerias comerciais, com os canais de grande distribuição e distribuição especializada, bem como o alargamento da distribuição a pequenos distribuidores e grandes clientes empresariais.

A Inovia assume o compromisso contínuo de demonstrar e valorizar a qualidade do que de melhor se faz em Angola, em termos de tecnologia de consumo. A empresa continua focada no objectivo de impulsionar o desenvolvimento tecnológico de Angola e a comprovar que é possível produzir no país equipamentos tecnológicos de última geração.

E o mercado, na vossa visão como está a evoluir?

Acredito que a Inovia tem um grande potencial de desenvolvimento. O mercado angolano de novas tecnologias ainda está em fase de crescimento. Se a sociedade, as empresas e as organizações governamentais angolanas compreenderem que devem valorizar a qualidade dos produtos ‘Made in Angola’, estou certa de que a Inovia estará bem posicionada para ser a marca preferida dos angolanos.

Quais as perspectivas?

O país está agora a entrar numa fase de modernização, em prol do desenvolvimento sustentável, tendo como objectivos a estabilidade, o crescimento e a valorização dos angolanos. O desenvolvimento tecnológico é um dos mais importantes pilares da fundação de uma economia moderna, na qual a inovação se torna um factor crítico de sucesso.

Angola está a percorrer, ao seu ritmo, um sólido caminho em direcção ao desenvolvimento. Embora com uma economia ainda muito alavancada no petróleo, hoje mais do que nunca, torna-se fundamental que os investidores apoiem as directrizes do Executivo para uma maior diversificação da economia. E a Inovia está a contribuir para esta dinâmica de desenvolvimento, focando-se no sector nas novas tecnologias.

in O País